O termo conhecido como redespacho nas operações logísticas refere-se a uma prática em que um operador logístico, conhecido como redespachante, atua basicamente como intermediário entre o transportador originário e o destinatário final da carga. Dessa forma, essa prática é comumente utilizada em situações em que a carga precisa passar por diferentes modalidades de transporte, ou ainda, porque envolve diversas etapas de transporte.
Sendo assim, para saber melhor sobre este assunto, a seguir, explicaremos o que é redespacho. Confira:
O que é redespacho?
O redespacho geralmente ocorre quando uma carga chega a um ponto intermediário, como um centro de distribuição ou um ponto de transferência, e precisa ser encaminhada para seu destino final. Em razão disso, nesse ponto, o redespachante entra em ação para coordenar a transferência eficiente da carga, na maioria dos casos, escolhendo um novo transportador ou modal de transporte para a última etapa do percurso.
Dessa forma, existem vários motivos pelos quais as empresas optam pelo redespacho em suas operações logísticas. De modo geral, isso envolve a busca por eficiência, redução de custos, otimização de rotas e acomodação de demandas sazonais ou específicas de determinadas regiões.
É importante frisar que o redespacho pode adicionar complexidade à gestão da cadeia de suprimentos, mas pode ser facilmente resolvido por uma estratégia valiosa quando utilizado de maneira eficaz para atender às necessidades específicas de transporte de carga em determinadas situações.
Como funciona o redespacho?
Para exemplificar o redespacho, imagine a seguinte situação: a transportadora “A” atende uma determinada região, mas precisa entregar cargas em localidade diferente da que atende. Logo, para isso, ela contrata a transportadora “B” para que possa realizar essa entrega. Neste sentido, a transportadora “A” primeiramente realiza a coleta no embarcador, direciona até seu centro de distribuição, onde a transportadora “B” coleta e entrega no destino final.
Redespacho intermediário:
Existe o redespacho intermediário, o qual ocorre em lugares onde poucas transportadoras possuem uma rota comum e, devido a isso, é necessário envolver uma terceira transportadora para realizar uma das etapas do transporte.
Quando existem três etapas: A -> B -> C.
Neste caso, no redespacho intermediário, a transportadora “A” coleta a mercadoria no remetente, leva até outro ponto de estoque ou redespacho, passando para o intermediário a transportadora “B”. Esta, que irá coletar e repetir o processo, levando a mercadoria até um ponto de estoque e redespachar, onde a transportadora “C” realiza a coleta e a entrega ao destinatário final.
Lembrando que, a transportadora contratante é chamada de redespachante, enquanto a redespachada refere-se a contratada, a qual realiza parte do serviço.
Principais motivos pelos quais o redespacho é utilizado nas operações logísticas
Otimização de Rotas: O redespacho pode ser gerenciado para otimizar a rota de entrega, simplificando a distância total percorrida e, consequentemente, os custos associados ao transporte.
Consolidação de Cargas: Em alguns casos, o redespacho é utilizado para consolidar várias cargas de diferentes encaminhamentos em um único veículo, melhorando a eficiência e a redução de custos.
Atendimento a Regiões Específicas: Existem situações em que um veículo de transporte não pode acessar determinadas áreas devido a restrições geográficas ou infraestruturais. Por isso, o redespacho pode ser usado para transferir a carga para um veículo mais adequado.
Flexibilidade na Gestão de Estoques: O redespacho permite a redistribuição de mercadorias entre diferentes veículos, o que pode ser útil para ajustar inventários e atender às demandas do mercado de maneira mais eficiente.
Redução de custos: Ao ajustar dinamicamente as rotas e consolidar cargas, as empresas podem economizar em termos de combustível, tempo e recursos.
Compreende-se que o redespacho requer uma logística cuidadosa para garantir que a transferência de carga seja feita de maneira eficiente, minimizando atrasos e possíveis danos às mercadorias. Além do mais, questões como segurança, rastreamento e comunicação efetiva estão entre os envolvidos fundamentais para o sucesso dessa prática nas operações logísticas.

